Introdução
Os liquens fazem parte de um grupo extremamente diversificado e exercem diferentes funções nos ecossistemas. Variam em sua complexidade, sendo separados em formas ou tipos como os liquens crostosos, foliosos, fruticosos, esquamulosos e filamentosos. A comunidade liquênica ocorre em vários substratos e ambientes. Podem se fixar em troncos e ramificações, no solo, sobre rochas ou folhas. São encontrados em ambientes luminosos (espécies heliófitas) ou sombrios (espécies umbrófitas), assim como são capazes de colonizar ambientes extremos em umidade e temperatura. Os liquens são considerados um dos grupos biológicos pioneiros na colonização de ambientes , sendo importantes componentes epífitos de muitos ecossistemas florestais. A estrutura do substrato e características ambientais estão entre os principais fatores que afetam a distribuição das espécies liquênicas. Em ambientes florestais, a fragmentação das áreas tem ocasionado alterações na comunidade liquênica, enquanto que no ambiente urbano e industrial, a poluição atmosférica está entre os principais fatores modificadores de diversidade e vitalidade dos liquens.
Conceitos
Os liquens são associações simbióticas de mutualismo entre fungos e algas. Os fungos que formam liquens são, em sua grande maioria, ascomicetos (98%), sendo o restante, basidiomicetos. As algas envolvidas nesta associação são as clorofíceas e cianobactérias. Os fungos desta associação recebem o nome de micobionte e a alga, fotobionte, pois é o organismo fotossintetizante da associação.
A natureza dupla do liquen é facilmente demonstrada através do cultivo separado de seus componentes. Na associação, os fungos tomam formas diferentes daquelas que tinha quando isolados, grande parte do corpo do liquen é formado pelo fungo.
A microscopia eletrônica mostra as hifas de fungo entrelaçadas com a alga.